A historia da Fita adesiva transparente

A historia da Fita adesiva transparente

Quando a fita adesiva transparente foi lançada no mercado, em 31 de janeiro de 1928, ninguém imaginava que ela se tornaria indispensável.

Na Alemanha, a marca virou sinônimo do produto: a fita Tesa. Certas coisas incorporaram-se de tal forma ao cotidiano das pessoas, que é difícil imaginar que foram inventadas por alguém e, em consequência, protegidas por patente em sua fase inicial. É o caso do zipper, do clipe de papel, da lâmina de barbear, e da fita adesiva transparente, lançada em 31 de janeiro de 1928.

A história de sua criação remonta ao ano de 1923. A empresa 3M, especializada na produção de lixas de papel, voltou-se para o problema que era cobrir a parte já laqueada de um automóvel a ser pintado em duas cores. E o jovem engenheiro Richard Drew começou a quebrar a cabeça para encontrar uma solução.

Em 1930,

Empresas de empacotamento de alimentos fascinaram-se com uma película relativamente nova, chamada celofane – um polímero transparente feito de celulose. Embalagens de celofane ajudavam a manter frescos os alimentos embalados, além de permitir que os consumidores vissem sepapel celofane2u conteúdo. Fechar o pacote de celofane, entretanto, era um problema, até que a 3M Company inventou e patenteou a fita Scotch – nome que, até hoje, os americanos usam para se referir a todas as fitas adesivas de celofane. Um produto similar, Sellotape, introduzido sete anos depois na Europa, também teve seu nome genérico associado ao produto.

A cola fita Scotch recebe a denominação técnica de adesivo sensível à pressão. Ela não adere quimicamente ao material onde é colocada, observa Alphonsus Pocius, cientista da 3M Corporate Research Material Laboratory, em St. Paul, minnesota. Aofita 3M 810 19mmcontrário, a pressão aplicada força a cola a penetrar nas irregularidades microscópicas da superfície do material. Uma vez lá, não sai, mantendo a fita no local desejado. A cola “precisa ter uma consistência intermediária entre líquida e sólida”, explica Poncius: deve ser fluida o suficiente para se espalhar sob pressão, mas viscosa o suficiente para não escorrer.

Criar o tipo certo de cola, no entanto, é apenas parte da invenção. A fita adesiva típica contém não dois materiais (a cola e o verso, que pode ser de celofane ou outro tipo de plástico), mas quatro. Uma camada, usada como base, ajuda a cola a se afixar no plástico, enquanto, do outro lado, um agente liberador assegura que a cola não grude na parte de cima. Se não fosse assim, seria impossível desenrolar a fita Scotch.

Recentemente,

as fitas adesivas chamaram a atenção dos físicos. Pesquisadores mostraram que desenrolar a fita adesiva em uma câmara de vácuo libera raios X. E, para demonstrar, usaram esses raios X pararaio-x-fita-adesivaradiografar ossos de seus dedos. A descoberta poderia levar à criação de aparelhos de radiografia baratos e portáteis. O desenrolar da fita produz cargas eletrostáticas e o movimento dos elétrons no espaço entre a fita e o rolo produz raios X. Na presença de ar, os elétrons são muito mais lentos e não produzem raios X.

Agora você deve se perguntar: Como alguém pôde pensar que uma fita adesiva poderia emitir raios X e a partir disso, realizar experimentos!? Na realidade a mais de 50 anos atrás alguns cientistas russos mostravam evidências de raios X sendo emitidos quando uma fita adesiva era descolada de vidro. Mas o novo estudo afirma que você pode obter muitos raios X, segundo Juan Escobar. Ele acrescenta: ” A energia que se obtém apenas ao puxar uma fita adesiva no vácuo é enorme!”

O pesquisador afirmou que os raios X são produzidos apenas sem a presença de ar, você tem que trabalhar no vácuo, o que dificilmente ocorre no cotidiano. “Se você puxar a fita no vácuo deve ser super cuidadoso. Eu continuarei usando fita adesiva na vinha vida diária e eu acho que é seguro fazê-lo no seu trabalho. Sem garantias.” Disse Juan.

Especialistas em radiologia afirmaram que é uma idéia bem interessante a noção de desenvolver uma máquina de raios X à partir deste princípio e mais pesquisa deveria ser desenvolvida.

Fonte: dw.com